A Confissão Rochelle - IV - A Escritura, regra da fé

 

4. A Escritura, regra da fé

Nós reconhecemos que estes livros são canônicos e regra infalível de nossa fé, não tanto por comum acordo e consentimento da Igreja, mas pelo testemunho e a persuasão do Espírito Santo, que nos faz distingui-los dos outros livros eclesiásticos, sobre os quais, ainda que sejam úteis, neles não se pode fundamentar nenhum artigo de fé.

Sl 12.7; Sl 19.8,9.

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Comentário: A tradição boa da Igreja, isto é, a tradição apostólica, deve ser preservada juntamente com sua doutrina, como disse o próprio apóstolo -Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que andar desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu” - 2a Tessalonicenses 3.6. Devemos ter em vista a importância da doutrina apostólica, da tradição apostólica, da história da Igreja. A composição do Canon sagrado é uma das maravilhas de Deus. Ele trouxe a sua Palavra através dos profetas e apóstolos, os quais escreveram todo o Conselho de Deus, e usou doutores e mestres para apreciar e avaliar tudo quanto foi escrito e reunir num único compêndio. O próprio apóstolo Paulo revela um grande princípio: “profetas falam e profetas julgam” - “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem” - 1a Coríntios 14.29. Depois que o Canon foi fechado, contendo seus sessenta e seis livros inspirados, não há mais o que julgar ou acrescentar, mas obedecer, observar o Conselho de Deus, cuidando para não dar lugar ao relativismo que diabolicamente tenta minar os absolutos de Deus.

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