Salmos Metrificados na Melodia Genebrina - 51-100

Salmo 51

1

1. Tem misericórdia de mim ó Deus

Segundo a tua benignidade;

Apaga todas as minhas transgressões

Segundo tuas misericórdias.

2. Lava a minha iniquidade,

Purifica-me do meu pecado

3. Porque conheço minhas transgressões

E o meu pecado está perante mim.

2

4. Só contra ti, contra ti pequei

E fiz o que é mau à tua vista

Para que sejas tu justificado

Quando falares e puro ao julgar.

5. Em iniquidade fui formado,

Concebeu-me em pecado minha mãe.

6. Amas a verdade no íntimo,

No oculto dás-me conhecer o saber.

3

7. Purifica-me com hissopo

E ficarei assim purificado;

Lava-me e como a neve ficarei.

8. Dá-me ouvir gozo e júbilo,

Gozem os ossos que tu quebraste.

9. Esconde tua face dos meus pecados,

Apaga as minhas iniquidades,

Oculta-te das minhas transgressões.

4

10. Cria em mim, Deus, coração puro;

Renova em mim um espírito reto.

11. Não me repulses da tua presença

Nem tires me o Espírito Santo.

12. Torna a dar-me a alegria

Da tua preciosa salvação;

Sustenta-me com um espírito

Voluntário e ânimo disposto.

5

13. Ensinarei os teus caminhos,

Aos transgressores a tua lei;

Os pecadores se converterão,

A ti, Senhor, se submeterão.

14. Livra-me dos crimes de sangue,

Ó Senhor Deus da minha salvação

E minha língua glorificará

Altamente a tua justiça.

6

15. Abre, Senhor, a minha boca

E meus lábios entoarão o louvor,

16. Pois não desejas sacrifícios meus,

Em holocaustos não te deleitas.

17. Os sacrifícios para o Senhor são

Coração quebrantado e contrito;

E um espírito compungido

Não desprezarás ó Senhor meu Deus.

7

18. Faze o bem, ó Senhor, à Sião,

Segundo a tua boa vontade.

Edifica os muros de Jerusalém.

19. Dos sacrifícios te agradarás,

Holocaustos, ofertas queimadas;

Novilhos a ti se oferecerão.

Coração contrito, quebrantado,

Ofertas agradáveis no teu altar.


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Salmo 52

1

1. Por que te glorias no mal, ó homem poderoso?

Pois a bondade de DEUS permanece pra sempre.

2. A tua língua intenta o mal, qual navalha, corta.

2

3. Traçando enganos, tu amas mais o mal do que o bem

E mais a mentira do que o falar a retidão.

4. Amas todas as palavras devoradoras.

3

5. Também DEUS te destruirá, ó língua fraudulenta.

Arrebatar-te-á e tirar-te-á da tua habitação;

Desarraigar-te-á da terra dos viventes.

4

6. Os justos o verão, temerão e dele se rirão;

7. Dirão: Eis o homem que não pôs DEUS por fortaleza,

Antes confiou na abundância das riquezas.

5

Fortaleceu-se na sua malignidade;

Por isso foi destruído pra sempre pelo SENHOR,

Pois confiou na abundância das riquezas.

6

8. Mas eu sou tal qual oliveira verdejante,

Que vivo estou na Casa do meu DEUS para sempre;

Confio na misericórdia de DEUS pra sempre;

7

9. Para sempre te louvarei, porque tu o fizeste;

E esperarei no teu nome porque és muito bom;

Porque diante dos teus santos tu és muito bom.


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Salmo 53

1

1. Diz o insensato no seu coração:
“Deus não existe!” - Eles se corrompem.
As suas obras são abomináveis;
Não há ninguém que faça boa ação,
Nenhum sequer.

2

2. Do alto céu Deus fica a observar
Pra ver se dentre os filhos dos homens,
Existe alguém que tenha entendimento,
Alguém que a Deus deseje lhe buscar;
Ao menos, um!

3

3. Todos perdidos! Quanta corrupção!
Não há sequer algum que faz bondade.
4. Acaso o ímpio malfeitor não sabe?
Meu povo ele devora como pão;
Não busca Deus.

4

5. Ficou tomado de medo e pavor
Mesmo sem ter alguém a espantá-lo,
Pois Deus dispersa os ossos do que ataca.
Tu o envergonhas: Deus o rejeitou
E desprezou.

5

6. Quem dera já viesse de Sião
Ao povo de Israel seu livramento!
Feliz Jacó, terá contentamento
Quando seu Deus trouxer restauração
Ao povo seu.


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Salmo 54

1

1. Salva-me, por teu nome, ó DEUS;

Faz-me justiça por teu poder;

2. Ouve a minha oração, DEUS;

Inclina-me teus ouvidos

Às palavras que eu falar

3. Porque tiranos se levantam;

Procuram tirar minha vida,

Não têm DEUS diante de si.

2

4. Eis, DEUS, o meu ajudador,

O SENHOR sustenta minh’alma;

5. Retribuirá aos meus opressores;

Por tua verdade os destrói.

6. Sacrifícios eu te darei

E louvarei teu nome, SENHOR,

7. Pois me livraste da angústia

E vi os inimigos ruir.

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Salmo 55

1

1. Inclina, ó DEUS, teus ouvidos,

Escuta a minha oração;

Não te escondas do meu rogo;

2. Atende e responde-me;

Lamento e rujo com temor

3. Pelo clamor do inimigo.

2

Por causa da opressão do ímpio

Que com furor me aborrece;

Pois, eis que lançam sobre mim

Terrível calamidade.

4. Dorido está meu coração,

Sofrendo dentro do meu peito.

3

Terrores de morte caíram,

5. Temor e terror me sobrevêm;

E o horror também cobriu-me!

6. Pelo que eu disse assim:

Ah! Quem dera tivesse eu

Asas como a pomba tem!

4

Eu para longe voaria

A encontrar o meu descanso;

7. Pernoitaria no deserto,

8. Dando-me pressa a fugir

E escapar sim do furor

Do vento e da tempestade.

5

9. SENHOR, destrói e despedaça

Os que são nossos inimigos;

Dobra sua língua e divide,

Confunde seus conselhos;

Contenda tenho visto

E violência na cidade.

6

10. Dia e noite a rodeiam,

Andando sobre os seus muros;

Perversidade e malícia

Estão no meio dela.

11. Maldade, astúcia, engano,

Não se apartam das suas ruas.

7

12. Nem mesmo era um inimigo

O qual então me afrontava;

Eu o teria suportado,

Teria me escondido;

13. Mas eras tu, homem igual,

Meu guia e íntimo amigo.

8

14. Íamos juntos caminhando

Com todo o povo à Casa de Deus.

15. Peço que a morte os assalte,

Vivos os engula a terra.

Maldade em suas casas há

E no seu próprio coração.

9

16. Mas eu invocarei a DEUS

E o SENHOR me salvará;

17. Manhã, meio-dia e de tarde,

Clamarei e ele me ouvirá;

18. A minha alma livrou

Daqueles que moviam guerra.

10

Eis que eram muitos contra mim,

19. Contudo, DEUS me ouvirá

E os afligirá Aquele

Cujo domínio eterno é

Porque temor de DEUS não têm

Nem neles há qualquer mudança.

11

20. Tal homem pôs as suas mãos

Nos que viviam em paz com ele;

Quebrou a sua aliança.

21. Macio era o seu falar,

Mas o enganoso coração

Estava cheio de guerra.

12

A voz macia qual manteiga,

Palavras brandas, quais azeite,

Mas eram quais espadas nuas

Desembainhadas a brandir.

22. Lança teu cuidado ao SENHOR

Pois ele te sustentará.

13

O justo não se abalará,

23. Mas os que são homens de sangue,

Tu ó Deus os farás descer

Ao poço da condenação;

Mui poucos dias viverão,

Mas eu em ti confiarei.


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Salmo 56

1

1. Misericórdia tem de mim, ó Deus,

Pois o homem procura me ferir

E pelejando oprime a mim;

2. Andam me espiando;

Querem me devorar todo o dia;

Pois são muitos que contra mim pelejam;

3. Quando eu temer, ó Altíssimo Deus,

Hei de confiar em ti.

2

4. Em DEUS louvarei sua Palavra;

Em DEUS pus minha confiança

E não temerei a carne;

Que poderá me fazer?

5. Sempre torcem as minhas palavras

E sempre pensam o mal contra mim;

6. Ajuntam-se, escondem-se e espiam

Todos os meus passos.

3

Esses aguardam a minha morte;

7. Porventura, eles escaparão

Por meio da iniquidade?

Ó DEUS derruba os povos!

Na tua ira julga as nações!

8. Tu contaste as minhas vagueações;

Pões minhas lágrimas no teu odre;

No teu livro estão.

4

9. Quando eu invocar a ti, então,

Meus inimigos retrocederão;

Isto eu sei, porque DEUS é por mim.

10. Em DEUS eu louvarei,

No SENHOR louvarei sua Palavra.

11. Em DEUS eu ponho minha confiança;

Não temerei diante do que possa

Fazer-me o homem.

5

12. Teus votos estão sobre mim, ó DEUS;

Render-te-ei ações de graças,

13. Pois tu livraste a minha alma,

Sim, livraste da morte.

Como também tu livraste os meus pés

De tropeçarem ou escorregarem,

Pra que eu ande diante de DEUS

Na luz dos viventes.


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Salmo 57

1

1. Misericórdia tem de mim, ó DEUS,

Porque minha alma só confia em ti;

À sombra das tuas asas me abrigo

Até que passem as tribulações

E todas essas calamidades.

2

2. Eu clamarei ao DEUS Altíssimo,

Ao DEUS que tudo opera por mim;

3. Ele, dos céus, enviará auxílio,

Me salvará do desprezo do que

Procurava então devorar-me.

3

Sua misericórdia enviará,

Fidelidade e verdade também.

4. A minha alma está entre leões

Que são mui ávidos a devorar;

São esses homens que estão ao meu redor.

4

Lanças e flechas os seus dentes são

E sua língua qual espada é;

5. Sê exaltado, ó DEUS, sobre os céus;

Seja tua glória sobre a terra,

Pois me armaram um laço aos meus passos.

5

6. Armaram uma rede contra mim

E a minha alma abatida está;

Cavaram uma cova em meu caminho,

Mas eles próprios nela cairão.

Sua maldade virá sobre eles.

6

7. Preparado está o meu coração;

Ó DEUS, meu coração firme está;

Salmodiarei e cantarei louvores;

8. Desperta minha alma, ó desperta!

Também desperta alaúde e harpa!

7

Despertarei ao romper da manhã;

9. Louvar-te-ei com júbilo, ó SENHOR!

Entre os povos entoarei louvores,

Cantar-te-ei alegre entre as nações,

10. Pois grande é tua misericórdia!

8

É elevada até aos mais altos céus

E tua verdade até as nuvens além;

11. Sê exaltado, ó DEUS, sobre os céus;

Tua majestade manifesta,

Esplenda tua glória sobre a terra.


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Salmo 58

1

1. Acaso falais, de fato,

Ó congregação, a razão?

Julgais vós retamente

Com retidão e igualdade?

Vós, ó filhos dos homens,

Que sois autoridade?

2

2. Não. Antes, no coração,

Forjais iniquidades;

Sobre a terra vós fazeis

Pesar das vossas mãos violência.

3. Os ímpios alienam-se

Desde seu nascimento.

3

Desde a madre andam errados,

Nascem dizendo mentiras,

4. Qual serpente, veneno têm;

São como a víbora surda

Que tapa seus ouvidos

5. Pra não receber encantos.

4

6. Ó DEUS, quebra-lhes os dentes;

SENHOR, também os seus queixais,

Pois são quais filhos de leões;

7. Sejam drenados como água

E se armarem as flechas

Sejam despedaçadas.

5

8. Tal qual lesma, se derreta,

Assim, todos eles se vão;

Como um aborto de mulher,

Nunca vejam nascer o sol;

9. Como espinhos que ardem

Sem aquecer as panelas.

6

10. Mas o justo se alegrará

Quando vir a vingança;

Seus pés no sangue lavará,

Sim, no sangue dos que são ímpios.

11. Dirá: Na terra há um Deus

Que recompensa o justo.


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Salmo 59

1

1. Livra-me, ó Deus, dos inimigos;

Acima deles, vem me abriga.

2. Dos homens ímpios vem livrar,

Dos sanguinários me salvar.

3. Armam ciladas à minh’alma,

SENHOR, sem que eu faça pecado,

Sem que eu cometa transgressão;

4. Pra me atacar se apressarão.

2

Ao meu encontro, vem! Desperta!

Deus dos Exércitos, observa;

5. Deus de Israel és tu, SENHOR.

Desperta em choque opositor

Contra as nações, sem piedade

De quem pratica iniquidade.

Traidores! Ao anoitecer,

6. São cães expulsos, a gemer.

3

7. De boca fazem seu alarde,

Nos lábios têm agudo sabre;

Dizem: “Quem vai nos escutar?”

8. Deles, SENHOR, desdenharás.

Sim, às nações virás zombando;

9. Em ti eu ponho a esperança,

Ó minha força e meu vigor;

Deus é meu alto protetor.

4

10. Meu Deus me encontrará, benigno,

Deixa que eu gabe do inimigo.

11. Senhor, não o vem trucidar,

Senão, meu povo esquecerá.

Com teu poder, faz que disperse;

Escudo, vem e o enfraquece

12. Pelo pecado que falou,

Palavras que pronunciou.

5

No próprio orgulho que se prendam

Na vil mentira que apresentam!

13. Vem com furor os consumir.

Consome! Deixem de existir!

Saibam que em Israel Deus reina,

Também até os confins da terra.

14. Cães que de noite vão uivar

15. Foram comer, mas sem fartar!

6

16. Eis que na tua força exulto!

Pelas manhãs, louvo em triunfo

O teu amor e compaixão.

Alto refúgio e proteção,

Tu me tens sido, quando em dores.

17. A ti eu cantarei louvores,

Deus, força minha e proteção.

Deus, meu refúgio e compaixão.


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Salmo 60

1

1. Ó DEUS tu nos rejeitaste,

Tu nos espalhaste,

Te indignaste contra nós;

Oh, volta-te SENHOR!

2. A terra, pois, abalaste

Fazendo-a fender-se assim;

Oh, sara agora suas fendas,

Pois ela ameaça a ruir.

2

3. Deste ao povo coisas duras

E nos fizeste beber

Do vinho que atordoa;

Ficamos perturbados.

4. Nos deste um estandarte,

Aos que teu nome temem,

Para ao alto arvorarem

Pela causa da verdade.

3

5. Faz teus amados livres;

Salva-nos com tua destra.

Ouve-nos e responde-nos.

Teu braço poderoso é.

6. O SENHOR DEUS assim falou

Em sua santidade:

Eu me regozijarei

E a Siquém repartirei;

4

Vale Sucote medirei;

7. Já Gileade e Manassés,

Efraim, minha força é;

Judá é o meu legislador.

8. Moabe a bacia é,

Onde eu me lavarei;

Em Edom porei meu sapato,

Sobre a Filístia me alegro.

5

9. Quem me conduzirá a Edom

E à cidadela levará?

10. Não serás tu, ó nosso DEUS,

Que nos tinhas rejeitado?

Tu que não saíste, SENHOR,

Com os nossos exércitos?

Deixando-nos só, à merce

Dos nossos inimigos.

6

11. Dá-nos auxílio na angústia;

Vão é o socorro do homem.

12. Em DEUS faremos proezas

Pois ele nos ajudará.

Porque ele é que pisará

Os nossos inimigos;

Sim, aos pés ele calcará

Aos nossos adversários.


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Salmo 61

1

1. Ouve-me, ó DEUS, o meu clamor e atende

À minha oração.

2. Desde o confim da terra clamarei

No meu abatimento.

2

A ti clamarei de todo o meu coração;

À rocha leva-me.

A rocha que é mais alta do que eu

3. Pois és meu refúgio.

3

Uma torre forte contra o inimigo;

Refúgio para mim.

4. Habitarei no teu tabernáculo;

Abrigo sempre terei.

4

Abrigar-me-ei no oculto das tuas asas

5. Pois me ouviste, ó DEUS.

Recebeste e ouviste os meus votos;

A herança me deste.

5

6. Sim, tu prolongarás os dias do rei

E os seus anos serão

Como muitas gerações, permanecendo

7. Pra sempre perante DEUS.

6

Concede-lhe misericórdia e verdade

Que o preservem;

8. Assim salmodiarei teu nome sempre

E os meus votos pagarei.


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Salmo 62

1

1. Em DEUS minh’alma espera,

Dele vem minha salvação;

2. Só ele é minha rocha,

Jamais serei abalado.

Ele é minha defesa;

Rocha da minha salvação.

2

3. Até quando maquinareis,

Contra um homem falareis?

Pois todos vós sereis mortos,

Sereis como uma parede

Encurvada, já a cair;

Ou uma sebe insegura.

3

4. Os tais consultam entre si

Como poderão derrubar

O homem da sua excelência;

Deleitam-se em mentiras;

Bendizem com suas bocas

Mas no interior eles maldizem.

4

5. Ó minha alma espera

Silenciosa em DEUS

Pois dele vem minha esperança;

6. Só ele é minha Rocha,

Salvação e Defesa;

Jamais serei abalado.

5

7. Em DEUS está minha glória,

Também a minha salvação;

Rocha da minha fortaleza

E o meu refúgio nele estão.

8. Confiai nele, ó povo;

Confiai em todos os tempos.

6

Derramai perante ele,

Ó povo, o vosso coração

Pois DEUS é o nosso Refúgio,

9. Mas os homens vaidade são;

Sejam os de classe baixa

Ou os de ordem elevada.

7

Mentira são todos eles;

Quando juntos pesados

São mais leves do que a vaidade;

10. Não confieis na opressão,

Não vos alegreis no roubo

Nem vos glorieis na rapina.

8

Se aumentam vossas riquezas,

Nelas não ponhais coração;

11. Uma vez DEUS, o Senhor, disse,

Por duas vezes ouvi,

Que o poder pertence a DEUS;

Sim, o poder a DEUS pertence.

9

12. A ti, também, ó SENHOR,

Pertence a misericórdia;

Tu julgarás com justiça;

Retribuirás aos homens

E cada um receberá

Segundo as obras que fez.


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Salmo 63

1

1. Ó DEUS, tu és meu forte Deus;

De madrugada te buscarei;

De ti minh’alma sede tem,

Meu corpo precisa de ti;

Numa terra seca e cansada,

Onde nem mesmo água há.

2. Pra ver tua força e glória

Como te vi no santuário.

2

3. Pois a benignidade

Do SENHOR é melhor que a vida;

Meus lábios a ti louvarão.

4. Assim, enquanto eu viver,

Pra sempre, bendirei teu nome;

Levantarei as minhas mãos.

5. Minh’alma então se fartará

Das tuas eternas delícias.

3

A minha boca louvará,

Meus lábios com muita alegria

6. Quando em meu leito me lembrar

E nas vigílias da noite

Em ti, SENHOR, eu meditar.

7. Porque o meu auxílio és;

À sombra de tuas asas estou,

Em ti me encontro protegido.

4

À sombra das tuas asas

Pra sempre me regozijarei.

8. Minh’alma te segue de perto;

A tua destra me sustém.

9. Mas os que procuram minh’alma

Para a destruir, irão

Às profundezas da terra,

10. Pois à espada cairão.

5

Todos os inimigos

Pela espada cairão;

Das raposas serão ração.

O rei em Deus se alegrará

E o que por ele jurar

Também regozijar-se-á

E se taparão as bocas

Dos que falam a mentira.


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Salmo 64

1

1. Ouve ó Deus a minha voz,

Atende minha oração;

Livra minha vida do temor

E do horror do inimigo.

Guarda-me ó Deus.

2

2. Do secreto conselho dos maus,

Do tumulto dos iníquos

Esconde-me, protege-me

3. Dos que afiaram suas línguas

Como espadas.

3

Prepararam as suas flechas;

Tais são palavras amargas

4. A fim de as atirarem

Ao que é íntegro, em oculto;

Eles não temem.

4

Fazem-no repentinamente;

5. Firmam-se em mau intento;

Falam de armar seus laços,

Secretamente, afirmando:

Quem os verá?

5

6. Andam inquirindo malícias,

Indagações maldosas;

Seu íntimo e coração

São como abismo profundo –

Urdem maldades.

6

7. Mas Deus sobre eles atirará,

Bem de repente uma seta;

Eles feridos ficarão;

8. Com suas línguas tropeçarão

Contra si mesmos.

7

Todos aqueles que os virem

Amedrontados fugirão;

9. Todos os homens temerão

E anunciarão a obra de Deus

Crerão seus feitos.

8

10. Justo no Senhor se alegrará;

Somente nele confiará.

Todos os que retos são

De coração nele confiam

E se gloriam.


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Salmo 65

1

1. A Ti louvor é tributado

Em Tua casa, ó Deus,

Onde teu povo congregado

Paga os votos seus.

2. Ó Tu que atendes aos que clamam,

Todos a Ti virão.

3. Das transgressões que nos dominam

Ganhamos remissão.

2

4. Como é bem-aventurado

Quem fazes vir a Ti;

O homem que foi escolhido

Para habitar ali!

No templo, Deus, tua bondade

Podemos encontrar,

Também da Tua santidade,

Ali nos saciar.

3

5. Com grandes feitos dás respostas,

Nos ouves o clamor.

Assim Tua justiça mostras,

Deus nosso Salvador!

Tu, para as ilhas mais distantes,

A esperança és.

6. Tu, cuja mão garante aos montes

A sua solidez.

4

7. As grandes ondas agitadas

Do tempestuoso mar

E as nações tumultuadas

Tu sabes dominar;

8. Até a mais remota gente

Teme a Tua mão.

Do oriente ao ocidente

Causas jubilação.

5

9. Com tuas chuvas copiosas

Tu vens nos visitar.

Cheio está o teu ribeiro

Para a terra irrigar.

10. Os sulcos seus de água enchendo,

Que fertilização!

O campo todo amolecendo,

Prometes produção.

6

11. Tua bondade orna o ano

Com abundância;

12. Mostras teu rastro até no ermo,

Fazendo-o brotar.

Os altos verdes se alegram

13. Com os rebanhos seus.

Vales com trigo se enfeitam

Em tua honra, ó Deus.


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Salmo 66

1

1. Louvai a Deus com grandes brados;

Todas as terras jubilai.

2. Cantai a glória do seu nome;

Tributai glória e salmodiai.

3. Dizei a Deus: Tu és terrível!

Grandes obras operarás!

Com teu poder onipotente

Sobremaneira vencerás!

2

Assim, teus inimigos todos,

A ti se submeterão;

4. Toda a terra te adorará;

O teu nome há de louvar.

5. Vinde e vede as obras de Deus;

Terrível nos seus feitos é

Para com os filhos dos homens

Que devem lhe render louvor.

3

6. Tornou o mar em terra seca,

Passaram o rio a pé;

Ali nos alegramos nele

7. Pois Rei eterno ele é.

Seus olhos estão sobre as nações,

Rebeldes não se exaltem;

8. Bendizei povos, nosso Deus,

Fazei ouvir o seu louvor.

4

9. Ao que sustenta a nossa alma,

Livra da queda os nossos pés.

10. Pois que tu, ó Deus, nos provaste,

Como prata afinaste.

11. Tu nos puseste numa rede,

Afligiste nossos lombos;

12. Fizeste homens cavalgar

Sobre nossas cabeças.

5

Passamos pelo fogo e água

Mas, finalmente, tu Senhor,

Nos deste lugar espaçoso,

Grande abundância para nós.

13. Em tua casa entrarei

Com muitos holocaustos,

Pagarei a ti os meus votos

14. Que com meus lábios prometi.

6

Quando eu estava angustiado

Fiz meus votos a ti, Senhor.

15. O odor dos meus sacrifícios

Farei subir a ti Senhor.

16. Vinde e ouvi, todos os servos,

Vós que temeis o Senhor Deus

E eu contarei do bem que ele

Tem feito a minh’alma.

7

17. Com minha boca lhe clamei

E com minha língua o exaltei!

18. Se contemplar a iniquidade

O Senhor não me ouvirá,

19. Mas Deus me ouviu e me atendeu;

20. Bendito seja o Senhor!

Não rejeitou minha oração

Nem sua graça desviou.


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Salmo 67

1

1. Que Deus nos seja gracioso,
A nós que venha bendizer!
Que faça, com favor, seu rosto
Por sobre nós resplandecer!
2. Pra que a terra aprenda
Sobre a tua senda,
Tua salvação!
3. Que te louvem povos,
Ergam-te louvores
Em toda nação.

2

4. Exultem muito alegremente
Todas as gentes, com fervor!
Julgando os povos justamente;
Tu és da terra Imperador!
5. Povos deem tributos!
6. Nossa terra em frutos,
Deus abençoou!
7. Que Deus nos prospere
E os confins da terra
Rendam-lhe temor.


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Salmo 68

1

1. Deus se levanta a dissipar,

Seus inimigos a espalhar,

Todos que o aborrecem.

2. Como a fumaça se esvai,

A cera que ao fogo cai,

Assim os maus perecem.

3. Mas os justos se alegrarão

E os louvores cantarão;

Exultarão de gozo.

4. Cantai a Deus, salmodiai!

Pois ele os céus montando vai -

O que se chama Javé!

2

5. Dos oprimidos defensor,

Órfãos e viúvas também,

É Deus do lugar santo.

6. Ao solitário que sofrer

Numa família faz viver;

Liberta aos que são presos.

Mas os rebeldes sofrerão

Castigo e reprovação,

Em terra seca vivem.

7. Ó Deus que adiante vai

Pelo deserto quando sai

O seu povo valente.

3

8. A terra se abalava então,

Os céus vertiam em montão;

Sinai se comovia

Na presença do grande Deus,

O Senhor Deus de Israel,

Que a este atendia.

9. Tu ó Senhor deste chover

Para o teu povo socorrer,

Deste grande abundância,

Confortando teu povo ali,

Sendo-lhes sua provisão;

Confortaste tua herança.

4

10. Nela teu rebanho habitou,

Ó Deus fizeste provisão,

Bondosamente ao pobre.

11. Sua Palavra o Senhor deu,

Seus mensageiros enviou

Com suas boas novas.

12. Reis e os seus exércitos,

Com pressa se põem a fugir,

Mas a mulher de casa,

Despojos seus a repartir,

Obra de Deus só pode ser,

A glória é só dele.

5

13. ‘Inda deitado em redis,

Como a pomba o sereis,

Coberta em ouro e prata;

14. Quando o Onipotente Deus,

Reis poderosos dispersou,

Qual neve no Salmon.

15. Como o Monte de Basã,

Assim é o Monte de Deus,

Tão elevado é ele;

16. Ó montes, por que vós saltais?

Lugar que Deus quis habitar

Nele eternamente.

6

17. Milhares de milhares, são

Os carros de nosso Senhor,

Que anda entre eles.

Assim que foi lá no Sinai,

Sua presença ali mostrou,

Tornando o lugar santo.

18. Cativo o cativeiro foi,

Subindo o levaste tu,

Dons entregaste aos homens,

Mesmo aos que rebeldes são,

Para que o Senhor, nosso Deus,

Habite entre eles.

7

19. Bendito seja o Senhor

Pois sua bênção nos dará

E leva o nosso fardo.

20. Ele é nossa salvação,

Poderoso libertador,

Da morte nos preserva.

21. Mas os seus inimigos, sim,

Gravemente Deus ferirá,

Seus crânios esmagando;

Por seus pecados sofrerão.

Enquanto que seu povo irá

Voltar alegremente.

8

22. Disse o Senhor: “Farei voltar,

Desde o monte de Basã,

Meu povo vitorioso.

Desde o mais profundo mar

Farei subir e triunfar,

Trarei de lá meu povo”.

23. “Tu mergulharás os teus pés

No sangue dos que são rivais,

Farei com que teus cães

Lambam o seu sangue também;

Sempre os inimigos serão,

Sob teus pés batidos”.

9

24. O teu cortejo, ó meu Deus!

Viu-se pelos caminhos teus;

Meu Rei, no Santuário.

25. Ante ele os cantores vão

Com instrumentos em suas mãos,

Donzelas com adufes.

26. Bendizei Deus com gratidão

No meio da congregação;

Ao Senhor, Deus glorioso,

Toda a estirpe de Israel,

Fonte dos santos do Senhor,

Seu escolhido povo.

10

27. Desde o pequeno Benjamim

Até os maiores de Judá,

Com seu ajuntamento;

Os príncipes de Zebulon

Também os de Naftali;

28. Teu Deus ordenou força;

Fortalece ó nosso Deus

Como tens feito para nós;

29. Por amor do teu templo

Que em Jerusalém está;

Todos os reis da terra

A ti trarão presentes.

11

30. As feras dos canaviais,

Os touros e novilhos seus,

Sejam repreendidos;

Aquele que a guerra quer,

Povos que vivem a brigar;

Que sejam dissipados.

31. Príncipes do Egito vêm;

A Etiópia vem também

Erguendo as mãos a Deus;

32. Reinos da terra lhe cantai,

A Deus louvores tributai,

Salmodiai a Ele.

12

33. Aquele que montado vai

Sobre aqueles céus dos céus,

Desde a antiguidade.

Eis que envia sua voz -

Um brado de vitória dá!

34. A Deus tributai glória!

A sua majestade está

Sobre o povo de Israel

Até as mais altas nuvens.

35. Ó Deus quão tremendo tu és!

Tu que força ao povo dás,

Seja bendito sempre!


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Salmo 69

1

1. Salva-me, ó Deus, das águas profundas

Pois já subiram até minha alma.

2. Atolei-me em profundo lamaçal,

Onde não se pode estar em pé;

Entrei na profundeza das águas

Onde a corrente já me submerge.

3. Estou cansado de tanto clamar,

Secou-se, pois, a minha garganta.

2

Também meus olhos desfalecem,

Assim esperando pelo meu Deus.

4. Aqueles que sem causa me aborrecem

São mais do que os meus cabelos

E os que procuram me destruir

Injustamente sendo inimigos,

São tão poderosos contra mim

Que restituí o que não furtei.

3

5. Ó Deus, conheces minha loucura;

Os meus pecados não te são ocultos.

6. Não sejam envergonhados, por mim,

Aqueles que esperam em ti, Senhor.

Ó SENHOR DEUS dos Exércitos,

Por minha causa não fiquem confusos

Aqueles que sinceros te buscam,

Ó glorioso Deus de Israel.
4

7. Por teu amor suporto afrontas
E o vexame cobriu o meu rosto.

8. Tenho-me tornado como um estranho,

Desconhecido para os meus irmãos,

Alheio para os filhos de minha mãe.

9. O zelo da tua casa me devorou

E as afrontas dos que te negam,

Sim, seus ultrajes caem sobre mim.

5

10. Chorei e em jejum minha alma está;

Isto também tornou-se-me em afrontas.

11. Por veste usei um pano de saco;

Para eles provérbio me tornei.

12. Aqueles que se assentam à porta,

Contra mim falam e sou uma canção,

Que zomba e ri da minha aflição,

Dos bebedores de bebida forte.

6

13. Eu porém, faço minha oração

A ti, SENHOR, num tempo aceitável;

Ó DEUS, ouve-me por misericórdia,

Pela verdade da tua salvação.

14. Tira-me, ó Senhor, do lamaçal

E não me deixes ali atolar;

livra-me dos que me aborrecem,

Salva-me das profundezas das águas.

7

15. Que não me arrastem as correntes

E nem me trague o profundo abismo

Nem se feche sobre mim o poço.

16. Ouve, SENHOR, e responde-me;

Não me entregues a voragem

Pois boa é a tua misericórdia;

Olha pra mim segundo tua graça

E segundo a riqueza da tua bondade.

8

17. Não te ocultes do teu servo,

Porque estou muito angustiado;

18. Ouve depressa e te aproxima

Da minha alma e resgata-a;

Livra-me dos meus inimigos

19. Pois bem conheces minha afronta,

Minha vergonha e confusão,

Pois, ante ti estão meus inimigos.

9

20. Suas afrontas me quebrantaram,

Estou fraquíssimo e desfaleci;

Pensei que alguém se compadecesse,

Esperei em vão, não houve nenhum;

Por consoladores, mas não os achei.

21. Também me deram fel por mantimento,

Na minha sede me deram a beber,

Vinagre em vez de água que sacia.

10

22. Torne-se-lhes a mesa em laço,

Sua prosperidade em armadilha,

23. Seus olhos escureçam e não vejam

E que os seus lombos tremam sempre.

24. Conheçam tua indignação;

Prenda-os o ardor da tua ira;

25. Fique desolado seu palácio,

Não haja quem habite suas tendas.

11

26. Perseguem a quem tu afligiste,

Aumentam dores a quem tu feriste;

27. Acrescenta iniquidade à deles

E não gozem absolvição.

28. Riscados sejam do teu livro,

Não sejam inscritos com os que são justos.

29. Eu, porém, estou aflito e triste,

Põe-me a salvo num alto retiro.

12

30. Eu louvarei com cânticos a Deus;

Seu grande nome com ações de graças.

31. Isto lhe será mais agradável

Do que um boi ou bezerro no altar.

32. Os mansos o verão, se agradarão

E o vosso coração, então, viverá,

Vós que buscais o vosso Deus,

33. Porque o SENHOR ouve os necessitados.

13

Deus não despreza os cativos seus;

34. Louvem-no os céus, a terra e os mares

E tudo quanto neles se move.

35. Deus salvará a cidade de Sião

Edificará as cidades de Judá

Para que habitem e as possuam;

36. Herança aos seus servos e filhos

E a todos que amam seu santo nome.


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Salmo 70

1

1. Ó Deus, te apressa em me livrar;
SENHOR, vem logo socorrer-me.
2. Sejam cobertos de vexame
Os que desejam me matar;
Recue, bem envergonhado,
Quem se compraz no meu sofrer
3. E o que “bem-feito” quer dizer,
Já retroceda, embaraçado.

2

4. Folguem a jubilar em ti,
Todos aqueles que te buscam,
Que tua salvação bem amam.
Possam dizer, pra sempre, assim:
“Deus grande! Seja exaltado!”
5. Sou pobre! Deus, vem me valer;
Não te detenhas, ó
Javé!
És meu libertador e amparo!


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Salmo 71

1

1. Em ti confio, nunca seja,

SENHOR, confundido;

2. Livra e salva-me.

Por tua justiça que eu escape;

Inclina teus ouvidos;

Socorre-me, me salva.

2

3. Sê minha habitação forte,

Que eu possa recorrer

Continuamente,

Pois tu me deste um mandamento

Que a mim me salva, pois és

Rocha e fortaleza.

3

4. Das mãos do ímpio, me livra;

Do injusto e cruel

5. Pois eu espero em ti;

SENHOR DEUS, és minha confiança

Desde quando fui jovem;

6. Por ti sou sustentado.

4

Fizeste-me sair do ventre;

O meu louvor será

Constantemente a ti;

7. Como um prodígio sou a muitos

E és meu forte refúgio.

Minha boca te louve.

5

8. Meus lábios encham-se com louvor

E da tua glória;

9. Não me rejeites

No tempo da minha velhice;

Não desampares a mim

Quando se for minha força.

6

10. Inimigos falam de mim;

Minh’alma espiam;

Consultam juntos

11. Dizendo: ‘Deus o desamparou’.

‘Persegui-o, prendei-o’

‘Pois não há quem o livre’.

7

12. Ó DEUS, não te alongues de mim;

Meu DEUS, apressa-te,

Sim, em me socorrer;

13. Confundidos e consumidos

Sejam os adversários

Da minha frágil alma.

8

Cubram-se de vexame e horror

Os que querem o meu mal

14. Mas eu esperarei;

Cada vez mais te louvarei;

15. Minha boca contará

Da tua justiça, bênçãos.

9

Ainda que não saiba quantos,

Todos os feitos

Da tua salvação,

16. Irei na força do SENHOR DEUS,

Direi da tua justiça,

Somente dela direi.

10

17. Tu me tens ensinado, ó DEUS

Desde que jovem fui,

Até chegar aqui.

Tenho anunciado dia a dia

As grandes maravilhas

Que o SENHOR tem feito.

11

18. E agora, quando velho estou,

Com brancos cabelos,

Não me desampares,

Até que tenha anunciado

A esta geração,

Ó DEUS, tua grande força.

12

Até que tenha feito saber,

As gerações que vêm,

O teu grande poder.

19. Ora, também a tua justiça,

Ó DEUS, é muito alta;

Fizeste grandes coisas.

13

Quem é, SENHOR, semelhante a ti?

20. Tu me tens feito ver

Males e angústias;

Tu ainda me darás vida;

Dos abismos da terra,

Oh, Tu me levantarás.

14

21. Minha grandeza tu aumentas

E me consolarás;

22. Então te louvarei

Com o saltério a tua verdade;

Ó meu DEUS te cantarei,

Ó Santo de Israel!

15

23. Meus lábios, no canto, exultam;

Também minh’alma,

A qual tu remiste.

24. Falarei da tua justiça

Pois serão confundidos

Os que meu mal procuram.


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Salmo 72

1

1. Concede, ó Deus, os teus juízos

Ao teu Ungido Rei

2. Para que nele teus aflitos

Encontrem justa lei;

3. Que os montes tragam paz ao povo,

Acabe a opressão.

4. O aflito e necessitado

Receba salvação.

2

5. O reino dele permaneça

Enquanto o sol brilhar;

O povo seu lhe obedeça

Até a luz cessar.

6. Seja o Rei igual à chuva

Que à terra água traz,

7. Em Seu país que brote o justo

E abundante paz.

3

8. Terra e mar é Seu domínio

E venham se curvar,

9. Os habitantes do deserto

No pó se arrastar.

10. Os reis de Tarsis e das ilhas

Sabá e de Sebá

11. Cheguem trazendo as riquezas

Que devem tributar.

4

12. Porque ele acode ao desvalido,

Do fraco sente dó;

13. Salva a alma do indigente,

14. Seu sangue tem valor.

15. Viva o Rei em fino ouro,

Bendize-o em oração;

16. De cereais haja abundância

Em grande proporção.

5

Seja qual Líbano sua messe,

Floresçam multidões.

17. Seja pra sempre o seu nome,

Prospere enquanto há sol;

Nele são abençoados os homens,

Bendigam as nações.

18. Deus de Israel, que faz prodígios,

19. Sua glória a terra encheu.


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Salmo 73

1

1. Quão bom é DEUS pra Israel,

Com os limpos de coração;

2. Quanto a mim, porém, os meus pés

Por pouco não se resvalaram.

Quase que os meus passos

Se desviaram então,

3. Pois eu vim a invejar

Os que arrogantes são.

2

Vi que os maus prosperam;

4. Nem sofrimentos eles têm,

Seu corpo é sadio e nédio

E firme está a sua força.

5. Não sofrem das canseiras

Nem afligidos eles são

Como os demais homens

Que mortais, como eles são.

3

6. São tomados de soberba;

Esta, os cinge qual colar

E a violência os envolve

Como se fora um adorno.

7. Os seus olhos inchados são

De tanta gordura que têm;

Dos seus corações brotam

Suas muitas fantasias.

4

8. Corrompidos, ironizam;

São maliciosos ao falar

E falam arrogantemente

Da opressão dos que são fracos.

9. Erguem sua boca contra os céus

E a sua língua percorre

Assim, por toda a terra,

Em grandes ameaças.

5

10. Pelo povo louvados são,

Que neles falta alguma vê.

11. Dizem: ‘Como o saberá DEUS?’,

‘Como o Altíssimo saberá?’

12. Eis que esses são os ímpios

E, todavia, estão

Sempre em segurança;

Riquezas se lhes aumentam.

6

13. Oh, que em vão eu conservei

Purificado o coração,

Lavando as mãos na inocência

14. Pois todo dia aflito sou;

Castigado cada manhã,

Continuamente sofrendo,

Sendo atribulado;

O dia todo afligido.

7

15. Se dissesse tais palavras,

Ofenderia aos filhos teus;

16. Só em pensar compreendê-lo,

Senti-me muito perturbado.

17. Até que entrei no templo,

No santuário de DEUS;

Então compreendi o fim

Daqueles que são ímpios.

8

18. Tu certamente os puseste

Em lugares que lisos são,

Caminhos escorregadios

E os lanças na destruição.

19. Como caem na assolação,

Quase que num só momento!

Totalmente consumidos

De horríveis terrores.

9

20. Como a um sonho se faz

Quando se acorda; ó SENHOR,

Ao despertares, desprezarás

A aparência que eles têm.

21. Assim quando o meu coração

Se amargou, azedou,

Senti picadas nos meus rins;

22. Embrutecido eu fiquei.

10

Bruto, tal qual um animal,

Assim fiquei perante ti.

23. Contudo, estou sempre contigo,

A mão direita me seguras.

24. Guiar-me-á o conselho teu,

Depois me receberás

Em tua glória eterna

Onde para sempre estarei.

11

25. Quem há no céu senão a ti?

Nem aqui na terra não há

Quem eu deseje além de ti

Ou outro em quem me satisfaça.

26. Ainda que meu coração

E minha carne enfraqueçam,

Deus é minha fortaleza,

Minha porção para sempre.

12

27. Os que se afastam de ti

Tristemente perecerão.

Tu destruirás aqueles que

De ti se apostatarão.

28. Mas quanto a mim sei que bom é

Aproximar-me de Deus;

No SENHOR DEUS eu confiei

Para suas obras anunciar.


==========

Salmo 74

1

1. Ó DEUS, por que nos rejeitaste?

Por que tua ira contra nós se acende?

Será pra sempre que te irarás

Contra as ovelhas do teu pasto?

2

2. Lembra-te da tua congregação

Que tu compraste desde a antiguidade,

A tua herança na qual habitaste,

A qual remiste no Monte Sião.

3

3. Levanta-te contra as assolações

Que o inimigo fez no santuário,

4. Pois eles bramam nos lugares santos,

Pondo ali os seus próprios sinais.

4

5. Parecem-se com o homem lenhador

Que com machado destrói a floresta;

6. Assim destroem a obra entalhada

Com seus machados e martelos.

5

7. Queimaram o teu santuário,

O profanaram, pondo-o no chão.

Isso fizeram com tua morada,

A habitação do teu nome.

6

8. Disseram eles no seu coração:

Vinde, despojemo-los de uma só vez!

Queimaram todos os lugares santos,

Os lugares de Deus na terra.

7

9. Não vemos mais os nossos símbolos;

Já entre nós não vemos os profetas,

Quem saiba quanto isto durará.

10. Até quando, ó Deus, isto assim será?

8

Sim, até quando nos afrontará?

Para sempre de ti blasfemará?

11. Por que reténs a tua mão, tua destra?

Tira-a do teu seio e consome-os.

9

12. Contudo, DEUS é o meu grande Rei;

Sempre operando salvação na terra.

13. Tu dividiste o mar pela tua força

E esmagaste os monstros das águas.

10

14. Despedaçaste o leviatã,

Dando-o aos habitantes do deserto.

15. Abriste os ribeiros e as fontes;

Secaste os rios caudalosos.

11

16. Teus são o dia e a noite,

A luz e o sol tu os preparaste.

17. Tu fixaste os confins da terra;

Verão e inverno os formaste.

12

18. Lembra-te disto: que o inimigo,

Com arrogância, afrontou ao SENHOR;

Um povo louco teu nome blasfemou,

Teu santuário vilipendiou.

13

19. Oh, não entregues à rapina

A pobre alma da tua pombinha;

Não te esqueças dos teus aflitos,

20. Atenta para o teu concerto.

14

Em nossa terra há lugares que

São tenebrosos e mui violentos.

21. Oh, o oprimido não fique confuso;

Louvem-te o aflito e necessitado.

15

22. Levanta-te ó DEUS e pleiteia

A tua causa e lembra-te da afronta

Que o louco e ímpio te faz dia a dia,

Pois te ofendem e te desprezam.

16

23. Não te esqueças dos seus gritos,

Do tumulto dos teus inimigos;

Eles resistem, contra ti levantam,

Continuamente te resistem.


==========

Salmo 75

1

1. Graças te rendemos, te louvamos, ó SENHOR!

O teu nome invocamos pois ele perto está.

Sim, teu nome perto está,

Declaram tuas obras.

2

2. Do lugar que me deste julgarei retamente.

3. Terra e seus moradores estão dissolvidos;

Ainda assim firmarei

As suas colunas.

3

4. Disse eu aos arrogantes e aos néscios:

Não sejais arrogantes, nem vos enlouqueçais;

Ímpios não, não levanteis

A vossa fronte.

4

5. Não levanteis altivamente vossa fronte

Nem faleis com soberba e com cerviz dura;

Não sejais insolentes

Nem se exaltem.

5

6. Porque nem do oriente, nem do ocidente,

E nem do deserto vem a exaltação,

7. Mas DEUS é o Juiz;

Abate e exalta.

6

8. Porque na mão do SENHOR DEUS há um cálice,

Cujo vinho tinto é e cheio de mistura;

Dele dará a beber

Aos ímpios da terra.

7

9. Porém, quanto a mim, exultarei pra sempre;

Cantarei, salmodiarei ao Deus de Jacó;

10. Aos ímpios abaterei;

Aos justos exaltarei.


==========


Salmo 76

1

1. Deus conhecido é em Judá;

Grande é o seu nome em Israel.

2. Sua tenda está em Salém

E sua morada em Sião.

3. Ali quebrou as flechas e o arco,

O escudo, a espada e a guerra.

2

4. Mais ilustre e glorioso és

Do que os grandes montes.

5. Os ousados de coração

Foram todos despojados,

Jazem a dormir o seu sono,

Nenhum homem forte se salvou.

3

6. À tua repreensão, ó Deus,

Carros e cavalos se vão,

Caem num profundo sono;

7. Tu, tu és terrível, SENHOR!

Quem subsistirá à tua vista

Se tu te irares, ó SENHOR?

4

8. Teu juízo se ouviu do céu,

Tremeu a terra e se aquietou,

9. Quando o SENHOR se levantou

Pra os mansos julgar e salvar.

10. Porque a cólera do homem

Redundará em teu louvor.

5

11. Os votos ao SENHOR pagai,

Ao vosso DEUS presentes dai;

Todos os que estão ao redor

Daquele que tremendo é.

12. Aos príncipes ceifará a vida;

Tremendo é para com os reis.


==========

Salmo 77

1

1. Com minha voz a DEUS clamei,

A DEUS levantei minha voz,

Supliquei e ele atendeu

E me deu ouvidos.

2. No dia da minha angústia

Eu procurei ao SENHOR,

A minha mão se estendeu

Toda a noite sem cessar.

2

A minha alma recusava

Receber qualquer consolo

3. E lembrando-me de DEUS

Perturbado eu fiquei;

Desfalece-me a alma

E ainda me queixava;

4. Sustentaste os meus olhos,

Acordado pois estou.

3

Ainda tão perturbado

Que mal podia falar;

5. Pensava no que se foi

Nos tempos antigos.

6. De noite trouxe à lembrança

O meu canto e meditei

Dentro do meu coração,

Meu espírito sondou.

4

7. Rejeitar-nos-á o SENHOR?

Esquecer-nos-á pra sempre?

Não dará mais seu favor,

8. Cessou a sua mercê?

Acabou-se a promessa

Para muitas gerações?

9. Na sua ira encerrou

A misericórdia?

5

10. Então eu disse comigo:

Isto é doença minha.

Porventura ele mudou,

O Altíssimo SENHOR?

11. Lembrarei das suas obras

E dos seus grandiosos feitos,

Das suas maravilhas

Desde a antiguidade.

6

12. Considerarei tuas obras,

Meditarei nos teus feitos;

13. Teu caminho, ó DEUS, está

No teu santuário.

Que deus é tão grande assim

Como é o nosso DEUS?

14. Maravilhas fazes tu,

Teu poder notório é.

7

15. Com teu braço tu remiste

Os filhos de Jacó e José;

16. As águas te viram, ó Deus,

Viram-te e tremeram;

Os abismos se abalaram,

17. As nuvens lançaram água,

Os céus retumbaram,

Correram tuas flechas.

8

18. E a voz do teu trovão

Repercutiu-se nos ares;

Os teus relâmpagos

Brilharam no mundo.

A terra se abalou

E tremeu seus alicerces;

Todo o mundo se moveu

Maravilha do SENHOR.

9

19. Pelo mar foi teu caminho,

Foste pelas grandes águas

E tuas pegadas

Não se conheceram.

20. Tu guiaste o teu povo

Como a um grande rebanho

Pelos teus santos servos:

Moisés e Arão.


==========

Salmo 78

1

1. Escutai a minha lei, povo meu,

Prestai ouvidos as minhas palavras.

2. Em parábola abrirei a boca,

Direi enigmas dos antigos dias,

3. Os quais ouvimos e aprendemos -

Nossos pais no-los têm contado.

2

4. Não os encobriremos aos seus filhos;

Contaremos à futura geração,

Louvores do SENHOR e seu poder,

Também as maravilhas que ele fez.

5. Marcou um testemunho em Jacó,

Também pôs uma lei em Israel.

3

Deus ordenou aos nossos antigos pais

Que eles transmitissem aos filhos seus,

6. Para que a nova geração soubesse

E os filhos seus, que se levantassem,

Também contassem aos seus filhos,

7. Para que em DEUS esperassem.

4

Não se esquecessem das obras de DEUS,

Mas que guardassem os seus mandamentos

8. E não fossem como os seus pais,

Geração rebelde e obstinada,

Inconstante em seu coração

E não foi fiel ao seu DEUS.

5

9. Os filhos de Efraim com seus arcos

Retrocederam no dia da luta,

10. Não guardaram o concerto de DEUS,

Se recusaram andar na sua lei,

11. Esqueceram-se das suas obras

E das maravilhas que fizera.

6

12. Maravilhas que fez lá no Egito,

Diante de seus pais no campo de Zoã;

13. Dividiu o mar e os fez passar,

Fez que as águas parassem num montão.

14. De dia os guiou com a nuvem,

De noite com fogo e um clarão.

7

15. Fendeu a rocha no deserto,

Deu-lhes a beber abundantemente;

16. Fez-lhes sair torrentes da rocha

E correr águas como grandes rios,

17. Ainda assim seguiram pecando,

O Altíssimo provocando.

8

18. Também o tentaram em seus corações,

Queriam fartar o seu apetite;

19. Falaram contra DEUS e reclamaram:

Poderá DEUS, porventura, nos suprir?

Prover-nos algo em terra seca?

Preparar-nos mesa no deserto?

9

20. Feriu a rocha e águas correram,

Fluíram rios em abundância.

Dará também pão e carne ao povo?

21. O SENHOR os ouviu e se indignou;

Acendeu fogo contra Jacó,

Seu furor subiu contra Israel.

10

22. Porquanto não creram no SENHOR seu DEUS

Nem confiaram na sua salvação,

23. Posto que tivesse mandado às nuvens,

Tivesse aberto as portas dos céus

24. E chovesse sobre eles o maná

E lhes desse trigo do céu.

11

25. Cada um comeu do pão dado aos anjos;

Mandou-lhes comida em abundância.

26. Fez soprar o vento do Oriente,

Trouxe o sul com sua grande força,

27. Choveu sobre eles carne como o pó,

Aves de asas como a areia do mar.

12

28. Fê-las cair no meio do arraial

E ao redor das suas habitações.

29. Então comeram, muito se fartaram,

Pois DEUS lhes satisfez o seu desejo.

30. Não refrearam seu apetite,

Encheram bem as suas bocas.

13

Mas, ainda sua boca estava cheia,

31. Quando a ira de DEUS se acendeu

E matou os mais fortes dentre eles

E feriu os escolhidos de Israel.

32. Contudo isto ainda pecaram,

Não creram nas suas maravilhas.

14

33. Seus dias consumiu na vaidade;

Fez que seus anos fossem de angústia.

34. Pondo-os à morte, então o procuravam

E para ele logo se voltavam;

De madrugada buscavam a DEUS

35. Lembrando-se da sua Rocha.

15

Lembravam-se do DEUS Altíssimo,

Que é seu poderoso Redentor;

36. De boca eles o lisonjeavam,

Com sua língua pronto lhe mentiam,

37. Pois seu coração não era reto

Nem fiéis eram ao seu concerto.

16

38. Mas ele, que é misericordioso,

Perdoou a sua iniquidade

E não os destruiu na sua ira.

Muitas vezes desviou sua fúria

39. Porque se lembrou que eram carne,

Vento que passa e não volta.

17

40. Vezes o provocaram no deserto

E o ofenderam ali na solidão!

41. Tornaram atrás e a DEUS tentaram,

Duvidaram do Santo de Israel.

42. Não se lembraram do seu poder

Nem do dia que os resgatou.

18

Não se lembraram do seu livramento

43. Dos inimigos, operando sinais;

De como fez maravilhas em Zoã,

44. Rios no Egito converteu em sangue;

Não puderam beber das suas fontes

Nem dos poços, nem das correntes.

19

45. Mandou-lhes moscas que os consumiram,

Também muitas rãs que os destruíram.

46. Deu ao pulgão a sua novidade,

O seu trabalho aos gafanhotos,

47. Suas vinhas com pedras as derrubou

E os sicômoros com geada.

20

48. Também seu gado deu à saraiva

E aos raios os seus rebanhos;

49. Lançou contra eles toda a sua ira;

Anjos vieram trazendo-lhes males;

50. Abriu caminho à sua ira,

Não os livrou da peste e morte.

21

51. Feriu todos os primogênitos,

As primícias de todo Egito

52. E fez seu povo sair como ovelhas,

Qual rebanho no deserto os guiou,

53. Fê-los seguros e não temeram,

Seus inimigos o mar os cobriu.

22

54. Levou-os até a terra santa,

Ao monte que sua destra adquiriu.

55. Diante deles expulsou nações

E dividiu suas terras por herança;

Fê-los habitar em suas tendas,

Todas as tribos de Israel.

23

56. Ainda assim eles o provocaram;

Sim, ao SENHOR, o DEUS Altíssimo

E não guardaram os seus testemunhos.

57. Comportaram-se aleivosamente,

Como seus pais, se desviaram,

58. Serviram imagens de escultura.

24

59. DEUS o ouviu e muito se indignou

E a Israel muito aborreceu.

60. Desamparou sua tenda em Siló,

Morada que entre os homens fez,

61. Deu sua arca ao cativeiro,

Sua glória aos inimigos.

25

62. Também entregou seu povo à espada,

Encolerizou-se contra sua herança.

63. Os seus jovens consumiu-os o fogo

E suas donzelas não tiveram núpcias,

64. Sacerdotes caíram à espada,

Suas viúvas não lamentaram.

26

65. Como de um sono o SENHOR despertou

Qual valente que o vinho excitou,

66. Então feriu aos seus adversários;

Ele os pôs em perpétuo desprezo

67. E rejeitou a tenda de José,

Não elegeu a tribo de Efraim.

27

68. Antes elegeu a tribo de Judá,

O monte Sião que ele amava,

69. Então edificou o seu santuário.

70. Tirou Davi do aprisco das ovelhas

71. Para apascentar seu povo Israel

72. E ele o fez com integridade.


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Salmo 79

1

1. Ó Deus, nações entraram na tua herança,

Contaminaram o teu santo templo,

Tornaram Jerusalém em ruínas.

2. Deram os cadáveres dos teus servos

Por comida às aves

E a carne dos santos

Às feras da terra.

3. Seu sangue então caiu,

Como água correu

Nas ruas de Sião.

2

4. Opróbrio somos dos nossos vizinhos;

Escárnio e zombaria nos tornamos

Dos que estão ao nosso redor.

5. Até quando ó Nosso SENHOR?

Indignar-te-ás?

Será para sempre?

Arderá o teu zelo

Como um fogo?

6. Derrama o teu furor

Sobre as nações ímpias.

3

SENHOR, derrama toda a tua ira

Sobre os reinos que não te conhecem

E não invocam o teu santo nome

7. Porque devoraram a tua herança;

Trilharam a Jacó

E as suas moradas;

8. Não lembres contra nós,

Nossos pecados,

Iniquidades,

Desde os nossos pais.

4

Que se apressem ao nosso encontro

As tuas muitas misericórdias,

Pois eis que estamos muito abatidos.

9. Ajuda-nos, ó DEUS, Salvador nosso

Por tua glória;

Livra-nos, perdoa,

Por amor do teu nome,

10. E por que diriam

Gentios das nações:

Onde está o seu Deus?

5

Entre as nações se torne manifesta,

À nossa vista, a vingança do sangue

Que dos teus servos foi derramado.

11. Chegue à tua presença, SENHOR,

Gemido dos presos,

Dos que cativos são;

Segundo a grandeza

Do teu braço,

Preserva os que estão

Sentenciados a morte.

6

12. Ó retribui às nações vizinhas,

Setuplicadamente sua injúria,

Com que te injuriaram, SENHOR.

13. Assim, nós, teu povo, tuas ovelhas,

Te louvaremos, sim,

Eternamente

E graças te daremos

Por toda geração

Proclamaremos

Os teus altos louvores.


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Salmo 80

1

1. Ó Pastor de Israel nos ouve!

Dá-nos ouvidos tu que guias

José como um rebanho teu;

Tu que entronizado estás

Nos céus entre os querubins;

Mostra-nos o teu resplendor.

2

2. Perante a tribo de Efraim,

Também Benjamim e Manassés;

Desperta o teu poder, SENHOR,

Vem nos salvar; faz-nos voltar.

3. Resplandece teu rosto,

Por ti seremos salvos.

3

4. DEUS dos exércitos, SENHOR,

Até quando aborrecerás

A oração do povo teu?

5. O pão com lágrimas lhes dás,

Também delas dá-lhes beber;

Isto em muita abundância.

4

6. Por objeto de contendas

Nos pões entre as nações vizinhas;

Entre si zombam de nós.

7. Faz-nos voltar, ó nosso DEUS;

Resplandece teu rosto,

Assim seremos salvos.

5

8. Uma videira do Egito

Tu a trouxeste para cá;

Lançaste fora as nações

E a plantaste em seu lugar;

9. Raízes profundas deitou

E assim encheu a terra.

6

10. Cobriu os montes com sua sombra

E como cedros se tornaram;

Seus ramos fortaleceram

11. Chegaram ao mar e ao rio.

12. Por que quebraste suas cercas?

Colhem, todos que ali passam.

7

13. Devasta o javali da selva;

Feras do campo a devoram;

14. Ó DEUS dos Exércitos, vem;

Volta-te, nós te rogamos.

Dos céus atende-nos SENHOR;

Vê, visita esta vinha.

8

15. A videira que tu plantaste,

Fortificaste para ti!

16. Queimada pelo fogo está,

Foi derrubada e pereceu,

Cortada ante tua face

Pela tua repreensão.

9

17. Seja tua mão sobre teu povo

E sobre o filho do homem.

18. De ti não apartaremos,

O teu nome invocaremos.

19. Brilha teu rosto, SENHOR

E assim seremos salvos.


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Salmo 81

1

1. Cantai, jubilai a Deus, nossa força;

O Deus de Jacó, celebrai-o assim.

2. Oh, salmodiai: Entoai louvores.

2

Tocai tamboril, saltério e harpa;

3. Trombetas tocai quando a lua está

Cheia, ou nova for, pois é nossa festa!

3

4. Preceito a Israel, prescrito ao povo

5. Do Deus de Jacó. Ordenou Javé

E a José mandou ao sair do Egito.

4

Ouvi um falar que não conhecia;

6. “Do peso livrei, os seus ombros, sim,

Suas mãos também de pesados cestos”.

5

7. “Clamaste na dor, provi livramento;

No oculto trovão, Eu te respondi

Quando em Meribá, foste tu provado”.

6

8. “Ouve, ó Israel, quero exortar-te:

Se ouvisses a mim! Não exista em ti

9. Deus além de mim, nem a ele adores”.

7

10. “Eu Sou o Senhor, teu Deus, que te livrou.

Do Egito tirei, Eu te libertei.

Abre a boca bem, eis que será cheia!”

8

11. “Mas o povo meu não me deu ouvidos,

Não me atendeu! Eu o deixei andar

12. No seu mui teimar: Siga os seus conselhos!”

9

13. “Ah! Se o povo meu a mim escutasse!

Se andasse Israel nos caminhos meus.

14. O inimigo seu Eu abateria”.

10

Deitaria mão contra os adversários.

15. Quem aborrecer, rejeitar Javé,

Sujeitar-lhe-ia, pra todo sempre.

11

16. “Sustento a Israel; assim eu daria:

Com trigo mui bom fartaria sim,

Dar-lhe-ia mel que da rocha escorre”.


==========


Salmo 82

1

1. Ante a congregação divina,

Em meio aos deuses, Deus domina.

Seu julgamento assim fixou,

Bem colocado, ele o firmou:

2. “Quando é o fim deste momento?

É ímpio o vosso julgamento

Pois favorece o lado mau,

Um julgamento ilegal!”

2

3. “Fazei justiça ao mais carente,

Ao órfão, faze-a retamente.

4. O pobre e fraco resgatai

Da mão dos ímpios, os tirai.”

5. Eles não sabem, nem entendem,

Andam nas trevas, não aprendem;

Eis que estão a vacilar,

Tudo que à terra é pilar.

3

6. Disse: “sois deuses, deste modo:

Filhos do Altíssimo, sois todos.

7. Porém, como homens, morrereis

Quais príncipes, sucumbireis.”

8. Ó Deus, levanta-te agora

Julga esta terra, leva embora

Pois só compete à tua mão

Herança de toda nação.


==========


Salmo 83

1

1. Não te silencies, ó DEUS!

Nem fiques tão impassível;

Não cerres assim teus ouvidos

2. Porque eis que os teus inimigos,

Eles te odeiam, se alvoroçam

Levantando a sua cabeça.

2

3. O seu conselho astuto é

Contra o teu povo e conspiram

Contra os teus protegidos.

4. Disseram: Vinde, arranquemos,

Pra que não sejam uma nação

Nem memória haja de Israel.

3

5. Eles tramaram entre si;

Aliaram-se contra ti:

6. As tendas de Edom, Gebal;

Tiro, Moabe e Amom;

Ismaelitas e agarenos;

7. Amaleque e Filístia.

4

8. Também a Assíria se aliou,

Uniu-se aos filhos de Ló;

9. Faz-lhes como a Midiã,

Como a Sísera e Jabim

Lá na ribeira de Quisom;

10. Os quais pereceram em En-Dor.

5

11. Aos nobres faz qual Orebe;

Aos príncipes, qual Zeebe,

Como Zeba e Zalmuna,

12. Os quais disserem sem temor:

Tomemos em possessão a nós

Todas as habitações de DEUS.

6

13. Fá-los como a palha, ó DEUS,

Por um tufão impelida.

14. Como o fogo queima um bosque;

Como a chama inflama os montes;

15. Persegue-os com tempestade,

Assombre-os teu vendaval.

7

16. Sejam envergonhados,

SENHOR, que busquem teu nome;

17. Sintam vergonha e se perturbem

18. Para que saibam que só tu és

Altíssimo em toda a terra

E o teu nome é Javé.


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Salmo 84

1

1. Amável, suave é o lugar
Deus dos Exércitos, SENHOR,
Do tabernáculo em que habitas.
2. Minh’alma fica a suspirar
Por esses átrios do SENHOR,
Quase até mesmo desfalece;
Meu coração e o corpo meu
Exultam pelo Vivo Deus.

2

3. Sua casa o pardal fez ali
E a andorinha, um ninho a si
Para acolher seus filhotinhos.
Os teus altares, ó Rei meu,
Senhor das hostes e meu Deus!
4. Feliz quem em tua casa habita,
Perpetuamente dá louvor,
5. Feliz, se em ti tem seu vigor.

3

Tal homem bendito será,
Se bem correto é o caminhar
Que no seu coração se encontra;
6. Se caminhar na sequidão,
Faz deste vale um manancial,
Cobre de bênção uma chuva;
7. De força, cada um irá
Em Sião a Deus se apresentar.

4

8. Escuta-me a prece em clamor,
Deus dos Exércitos, SENHOR;
Deus de Jacó, vem dar-me ouvidos!
9. Deus, nosso escudo, vem olhar,
Vem este rosto contemplar,
O rosto do teu Ungido.
10. Um dia só nos átrios teus
É mais que mil noutro lugar.

5

Estar à porta da Casa

Do meu Deus é muito melhor

Do que habitar tendas dos ímpios

11. Porque o Senhor é Escudo e Sol,

Ao justo abençoará,

Não negará aos seus bem algum;

12. Senhor das hostes, mui feliz

Aquele que confia em ti.


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Salmo 85

1

1. Favoreceste, Senhor, tua terra;

Mostraste a Jacó o teu favor.

2. O seu pecado tu perdoaste

E lhe cobriste a iniquidade.

3. Fizeste cessar tua indignação,

Desviaste dele o teu furor.

4. Restabelece-nos, Deus Salvador,

Tira de sobre nós tua ira.

2

5. Estarás sempre irado contra nós?

Tu a estenderás por gerações?

6. Não tornarás a nos vivificar

Para que o teu povo se alegre em ti?

7. Mostra-nos, Senhor, misericórdia,

Concede-nos a tua salvação.

8. Escuto o que Deus, o Senhor, disser,

Pois falará de paz ao povo seu.

3

Paz ao seu povo e aos santos seus,

Que jamais tornem à insensatez

Nem à loucura dos pecados seus.

9. Certo é que a salvação perto está

De todos quantos temem o nome seu,

Para que a glória habite entre nós.

10. Graça e verdade se encontraram,

Justiça e a paz se beijaram.

4

11. A verdade da terra brotará

E a justiça dos céus olhará.

12. Também o Senhor nos dará o bem,

A nossa terra seu fruto dará

13. E a justiça diante dele irá

E um caminho nos preparará;

Suas pegadas se transformarão

Em uma senda e nos conduzirão.


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Salmo 86

1

1. Inclina os teus ouvidos

E ouve, SENHOR, eu clamo;

Porque aflito eu estou

Necessitado também.

2. Preserva a minha alma,

Pois eu piedoso sou;

Ó DEUS, salva o servo teu,

Que confia só em ti.

2

3. Tem de mim misericórdia;

SENHOR, clamo todo o dia;

4. Minh’alma vem alegrar

Pois a ti levantarei.

5. Pois tu és, SENHOR, tão bom

E bem pronto a perdoar,

Pois benigno também és

Com os que clamam a ti.

3

6. Ouve minha oração,

Minhas súplicas atende;

7. Na angústia clamarei

Pois tu respondes a mim.

8. Entre os deuses, não, não há

Outro semelhante a ti;

Não há outro como tu

Nem outras obras iguais.

4

9. Todas as nações que fizeste

Virão e se prostrarão

Ante tua face, SENHOR,

E o teu nome bendirão

10. Porque tu és grandioso

E operas maravilhas;

De fato só tu és DEUS,

11. Ensina-me ó SENHOR.

5

Ensina-me teu caminho

E andarei na tua verdade;

Dispõe-me o coração

Para teu nome temer.

12. Louvar-te-ei meu SENHOR

Com todo o meu coração;

Teu nome exaltarei

Para todo o sempre.

6

13. Pois é grande pra comigo

A tua misericórdia.

Livraste minh’alma

Da morte e seu poder.

14. Ó DEUS muitos dos soberbos

Se ergueram contra mim;

Reúnem-se os homens maus

Procurando me matar.

7

Os maus não te consideram

Nem te põem ante seus olhos.

15. Mas tu, ó nosso SENHOR,

És um DEUS de compaixão,

Piedoso e sofredor,

Grande em benignidade,

Cheio de graça e perdão,

Pleno em verdade.

8

16. Volta-te SENHOR a mim;

Tem de mim misericórdia;

Dá tua força ao servo teu,

Filho da tua serva.

17. Mostra-me um sinal do bem;

Que aos inimigos confunda,

Quando o SENHOR me ajudar

E quando me consolar.


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Salmo 87

1

1. Seu fundamento está nos montes santos;

2. O SENHOR ama as portas de Sião

Mais do que as demais habitações,

Sim, mais que as habitações de Jacó.

2

3. Coisas gloriosas se dizem de ti;

Ó quantas coisas, cidade de DEUS!

4. Dentre os que me conhecem

Mencionarei Raabe e Babilônia;

3

Tiro, Filístia e da Etiópia

Se dirá: Este é nascido ali.

5. E de Sião sempre se dirá:

Este e aquele nasceram ali.
4
O Altíssimo a estabelecerá.

6. O SENHOR ao registrar os povos,

Ao fazer descrição dirá:

Este homem é nascido ali.

5

7. De júbilo saltarão os cantores,

Entoarão com grande exultação

E dirão em seu canto:

Todas as minhas fontes estão em ti.


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Salmo 88

1

1. Ó SENHOR DEUS eu clamo a ti;

Tu és a minha salvação.

Tenho clamado dia e noite,

2. Chegue a ti minha oração.

Inclina teus ouvidos, ouve

O meu clamor ante tua face.

2

3. Porque minha alma está cheia,

Farta de males e angústias;

A minha vida se aproxima

Da morte e sepultura.

4. Já estou sendo contado

Com os que descem à cova.

3

Sou como um homem sem forças

5. Atirado entre os mortos;

Como os feridos de morte

Que jazem na sepultura,

Dos quais tu já não te lembras,

Antes, os exclui a tua mão.

4

6. Puseste-me no abismo,

Em trevas e nas profundezas.

7. Sobre mim pesa o teu furor;

Abateste-me com tuas ondas.

8. Tu alongaste de mim

Todos os meus conhecidos.

5

Tornas-me abominável,

Indesejável em extremo;

Preso estou e sem saída;

9. A minha vida desmaia

Por causa de tanta aflição;

Por isso tenho a ti clamado.

6

Clamo, SENHOR, todo dia;

A ti levanto minhas mãos;

10. Mostrarás tu as maravilhas

Àqueles que já mortos estão?

Levantar-se-ão dos finados?

Porventura te louvarão?

7

11. Será na sepultura

Anunciada a tua bondade?

Ou a tua fidelidade

Nos abismos profundos?

12. Saber-se-ão tuas maravilhas

Na terra do esquecimento?

8

13. Eu, SENHOR, porém, clamo a ti;

De madrugada te envio
O meu clamor por teu socorro.

14. Por que me rejeitas, SENHOR,

E não socorre a minha alma?
Por que escondes tua face?
9
15. Estou aflito e a morrer

Desde a minha mocidade;

Quando eu sofro teus terrores,

Fico muito perturbado.

16. A tua ardente indignação

Tem passado sobre mim.

10

Terrores estão sobre mim

17. E como águas me rodeiam,

Cercam-me por todos os lados.

18. Meus amigos afastaste;

Agora como íntimo amigo

Restou-me a escuridão.


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Salmo 89

1

1. Cantarei para sempre as misericórdias;

Tua fidelidade manifestarei

De geração em geração, pra todo sempre;

2. Pois disse eu: A tua benignidade

Será edificada para todo sempre;

Também confirmarás tua fidelidade.

2

Tendo-as confirmado, desde os céus, dirás:

3. Fiz aliança com meu escolhido;

Jurei ao meu servo Davi, lhe confirmando:

4. A tua descendência estabelecerei

E edificarei teu trono para sempre;

Por todas as gerações firmarei teu reino.

3

5. Os céus louvarão as tuas maravilhas,

Ó SENHOR, e a tua fidelidade;

Também na assembleia solene dos santos

6. Pois quem no céu se pode igualar ao SENHOR?

Entre os poderosos quem é semelhante,

Entre os seres celestiais quem é como JAVÉ?

4

7. Sobremodo tremendo é o SENHOR DEUS,

Na santa assembleia temível é,

E assim, reverenciado pelos que o cercam.

8. Ó SENHOR, DEUS dos Exércitos, poderoso,

Quem é como tu és: Deus forte e fiel

Com tua fidelidade ao redor de ti?!
5
9. Tu és o que dominas a fúria do mar;

Quando faz levantar as suas ondas

Tu as fazes aquietar com tua voz.

10. Calcaste à Raabe com teu braço forte;

O Egito então caiu qual ferido de morte.

Com teu braço forte espalhaste os inimigos.

6

11. Teus são os céus e tua é a terra,

O mundo e plenitude, os fundaste.

12. O Norte e o Sul, tu também os criaste;

Tabor e o Hermom se alegram no teu nome.

13. Teu braço é poderoso e forte é tua mão;

Elevada é tua destra com poder e honra.

7

14. Justiça e juízo são as bases

Que formam o fundamento do teu trono;

Misericórdia e verdade te precedem.

15. É bem-aventurado o povo que conhece

O som festivo e os vivas de alegria;

Andará sempre, ó SENHOR, na luz da tua face.

8

16. Em teu nome, todo o dia, se alegrará

E na tua justiça se exaltará,

17. Pois que tu és a glória da sua força

E pelo teu favor será exaltado,

18. Porque o SENHOR é a nossa defesa

E o Santo de Israel é o nosso Rei.

9

19. Em visão tu falaste ao teu santo:

A um herói concedi poder para salvar;

Exaltei um eleito do meio do povo.

20. Encontrei entre eles a Davi, meu servo;

Confirmando assim a minha própria escolha,

Separei-o e o ungi com o meu santo óleo.

10

21. Com ele a minha mão ficará firme

E o meu braço, sim, o fortalecerá.

22. O inimigo não o importunará

Nem o afligirá o filho do maligno,

23. E eu derribarei os seus inimigos,

Perante ele ferirei os que o aborrecem.

11

24. Minha fidelidade e minha bondade

Sempre estarão com ele, o acompanharão;

Em meu nome será seu poder exaltado.

25. Porei sua mão direita sobre mar e rios;

26. Ele me invocará dizendo: Tu és meu Pai,

És meu Deus e a Rocha da minha salvação.

12

27. Fá-lo-ei também o meu Primogênito,

Mais elevado que os reis da terra.

28. Minha benignidade lhe guardarei sempre;

Com ele, meu concerto, sempre será firme.

29. Conservarei pra sempre sua descendência

E o seu trono será como os dias do céu.

13

30. Se os seus filhos deixarem a minha lei,

Não andarem nos meus retos juízos,

31. Se vierem a profanar os meus preceitos

E também não guardarem os meus mandamentos,

32. Então visitarei a sua transgressão,

Com a vara da disciplina os açoitarei.

14

33. Jamais lhe tirarei a minha bondade

Nem faltarei com minha fidelidade.

34. Jamais violarei a minha aliança;

O que saiu dos meus lábios não alterarei;

35. Uma vez eu jurei por minha santidade:

Não mentirei a Davi, pois dei-lhe a palavra.

15

36. A sua descendência é para sempre;

Seu trono será como o sol perante mim;

37. Firmado para sempre, sempre, qual a lua

E essa testemunha no céu é fiel.

38. Porém tu rejeitaste e te aborreceste;

Contra o teu ungido, tu te indignaste.

16

39. Então abominaste o concerto,

A tua aliança com teu servo.

Assim lhe profanaste a sua coroa,

Lançando-a por terra, pondo-a na lama.

40. Derribaste seus muros, também arruinando

As suas fortificações, deitando-as por terra.

17

41. Os que por ele passam despojam-no;

Tornou-se o opróbrio dos seus vizinhos.

42. Exaltaste a destra dos seus adversários;

Deste aos inimigos que se alegrassem;

43. Também embotaste o fio da sua espada;

Não sustentaste-o, pois, no meio da peleja.

18

44. Fizeste cessar também o seu esplendor

E deitaste por terra o seu trono.

45. Abreviaste os dias da sua mocidade;

46. Cobriste-o de vergonha, SENHOR, até quando?

E esconder-te-ás de nós para sempre?

Até quando, como fogo, arderá a tua ira?

19

47. Lembra-te de quão breves são os meus dias;

Criarias em vão os filhos dos homens?

48. Que homem há que viva e não veja a morte?

Que livre sua alma da sepultura?

49. Senhor, onde está tua antiga bondade,

Que juraste a Davi por tua verdade?

20
50. Lembra, Senhor, do opróbrio dos teus servos;

No peito trago a injúria dos poderosos;

51. Assim têm difamado, SENHOR, teu ungido;

Têm vilipendiado as suas pisadas.

52. Bendito seja o SENHOR, eternamente!

Para sempre bendito! Amém e amém!


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Salmo 90

1

1. SENHOR tu tens sido nosso refúgio

Por geração seguida de geração;

2. Antes que todos os montes nascessem

E tu formasses a terra e o mundo,

De eternidade a outra,

Desde sempre e para sempre és DEUS!

2

3. Tu és quem reduzes o homem ao pó;

Dizes: Tornai-vos ó filhos dos homens.

4. Porque mil anos aos teus olhos são

Como o dia de ontem que se passou,

Como a vigília da noite

Que mal vimos e mui pronto se foi.

3

5. Como uma corrente d’água os levas,

Como um sono que vem pela manhã;

São como a erva, que agora nasce,

6. De madrugada cresce e floresce,

Quando chega a tarde do dia,

Fica seca e pronta pra cortar.

4

7. Pela tua ira somos consumidos,

Por teu furor somos angustiados.

8. Perante ti estão nossos pecados,

Nossas iniquidades ocultas,

Nada ficando na escuridão,

Mas à luz do teu rosto ficarão.

5

9. Rapidamente nossos dias se vão,

Passam-se logo na tua indignação;

Os anos são qual conto que se conta.

10. Setenta anos são os nossos dias

E se alguns até os oitenta vão,

Nesse caso, canseira e enfado são.

6

De fato o tempo passa e nós voamos;

11. Quem pode conhecer a tua ira?

Segundo és, tremendo é o teu furor!

12. Ensina-nos a contar nossos dias

Pra que tenhamos sábios corações.

13. Volta-te, SENHOR! Até quando?

7

Aplaca-te para com os teus servos,

14. De madrugada farta-nos com tua mão.

Alegremo-nos com tua bondade

Todos os dias dessa nossa vida

15. Pelos dias que nos afligiste

E os anos nos quais vimos o mal.

8

16. Que tua obra apareça aos teus servos

E a tua glória sobre os filhos seus,

17. E sobre nós esteja a formosura

Do nosso DEUS e nosso SENHOR.

Confirma as obras das nossas mãos,

Sim, confirma as nossas obras.


==========

Salmo 91

1

1. Aquele que habita

No esconderijo do SENHOR

À sombra do Altíssimo

Ali ele descansará.

2. Direi do SENHOR: É meu DEUS,

O meu alto refúgio,

A minha fortaleza

E nele confiarei.

2

3. Porque ele te livrará

Do laço armado contra ti

Pelo passarinheiro,

Da peste perniciosa.

4. Também ele te cobrirá,

Sim, com as suas penas

E sob as suas asas

Seguro estarás.

3

Sua verdade escudo é,

Broquel que te protegerá;

5. Por isso jamais temerás

O espanto noturno,

Seta que voe de dia,

6. Peste na escuridão

Nem quanto a mortandade

Que assole ao meio-dia.

4

7. Mil cairão ao teu lado,

Dez mil à tua direita,

Tu não serás atingido,

8. Mas com os olhos tu verás

A recompensa dos ímpios,

9. Pois do SENHOR disseste:

“É ele o meu refúgio!

E morada segura”.

5

O SENHOR DEUS Altíssimo

É tua forte habitação,

10. Nenhum mal te sucederá

Nem praga alguma poderá

Chegar à tua tenda;

11. Dará ordens aos anjos

Para te guardarem

Em todos teus caminhos.

6

12. Seus anjos te sustentarão

Em suas poderosas mãos

Para que não tropeces

Com o teu pé em pedra.

13. Então pisarás o leão,

A áspide calcarás,

Ao leãozinho pisarás

E também a serpente.

7

14. Com amor se apegou a mim

Por isso eu o livrarei,

Num alto lugar pô-lo-ei

Pois o meu nome conheceu;

15. Ali ele me invocará

E eu lhe responderei;

Na angústia eu livrá-lo-ei

E o glorificarei.

8

Com ele sempre estarei,

Socorro sempre lhe darei;

Meu nome ele conheceu

E ele me invocará;

16. Longevidade lhe darei,

De dias abundância

E pronto lhe mostrarei

A minha salvação.


==========

Salmo 92

1

1. Bom é cantar louvores e render graças

Ao teu nome, SENHOR, ó Altíssimo DEUS.

2. Proclamar de manhã tua misericórdia

E ao anoitecer tua fidelidade.

2

3. Sobre um saltério ou harpa, com som solene,

4. Pois tu, SENHOR, me alegraste com os teus feitos.

Exultarei nas obras das tuas mãos, SENHOR.

5. Quão grandes são tuas obras e maravilhosas!

3

Ó quão profundos são os teus pensamentos!

6. O homem que é brutal de nada compreende;

Também o que é louco jamais pode alcançar;

O que rejeita a Deus não vê esta verdade.

4

7. Brotam os ímpios, como a erva florescem

Todos os que praticam a iniquidade,

Mas para serem destruídos para sempre.

8. Altíssimo, SENHOR, és tu, eternamente.

5

9. Eis que os teus inimigos, SENHOR, perecerão;

Serão dispersos todos os que são iníquos,

10. Porém tu, ó SENHOR, exaltarás meu poder

E o meu poder será como o do boi selvagem.

6

Então com o óleo fresco serei ungido;

11. Os meus olhos verão cumprido meu desejo

Sobre meus inimigos e os malfeitores,

E os meus ouvidos nisso se satisfarão.

7

12. O justo florescerá como a palmeira;

Como cedro no Líbano ele crescerá.

13. Os que estão plantados na casa do SENHOR

Florescerão nos átrios do nosso DEUS.

8

14. Dão frutos na velhice, serão viçosos;

15. Para anunciar que o SENHOR é reto;

Ele é a minha Rocha e segurança

E nele não há jamais qualquer injustiça.


==========

Salmo 93

1

1. Reina o Senhor! De glória se vestiu;

De majestade Ele se cingiu.

Louvai, ó criaturas, Seu poder!

A Ele tendes que obedecer!

2

Firmou o mundo, não vacilará;

2. Desde a antiguidade firme está

Teu trono, ó Deus, de onde tudo vês.

Tu, desde a eternidade, és!

3

3. Bramam as águas com todo furor;

Bramam e multiplicam seu fragor.

Rios e mar levantam-se, ó Deus.

Bramido seus chega aos ouvidos Teus!

4

4. Lá nas alturas reside o Senhor,

Mais poderoso que qualquer furor.

Com Sua voz Deus sabe dominar

Os poderosos vagalhões do mar.

5

5. Senhor, teus testemunhos são fiéis;

À tua Casa, oh, Senhor, convém

A santidade, que própria lhe é.

Agora e para todo o sempre, Amém.


==========

Salmo 94

1

Ó SENHOR Deus, glorioso,

A quem a vingança pertence,

Resplandecente mostra-te!

2. Juiz da terra, exalta-te!

Aos soberbos retribui,

Dando-lhes o seu pago.

2

3. SENHOR, até quando os ímpios

Exultarão de prazer?

4. Até quando proferirão

Duras impiedades

E se vangloriarão

Os que praticam maldade?

3

5. Fazem pedaços do teu povo,

SENHOR, afligem tua herança;

6. Matam ao estrangeiro,

Ao órfão e a viúva;

7. Dizem: O SENHOR não verá

Nem para isso atentará.

4

8. Ó brutais dentre o povo, vede!

Vós, loucos, quando sereis sábios?

9. Porventura não ouvirá

Aquele que o ouvido fez?

E como não há de enxergar

Aquele que o olho formou?

5

10. Aquele que nações argui,

Porventura não castigará?

O que ao homem dá saber,

Porventura não saberá?

11. Do homem DEUS vê o pensar

E sabe que vaidade é.

6

12. É bem-aventurado o homem,

Aquele que tu repreendes

E a quem ensinas tua lei;

13. SENHOR, descanso lhe darás,

Até uma cova se abrir,

Para o ímpio ali cair.

7

14. Pois o SENHOR não rejeitará

Nem desamparará sua herança.

15. O juízo se tornará,

Reta justiça que será

Seguida pelos justos

E retos de coração.

8

16. Quem será por mim contra os maus

E os que praticam iniquidade?

17. Não fora o auxílio do SENHOR

Minha alma habitaria já

No lugar do silêncio,

Na região da morte.

9

18. Quando pensei: Meu pé vacila;

SENHOR, tua benignidade,

Foi o que a mim me sustentou.

19. Se agitam meus pensamentos,

Mas tuas consolações, SENHOR,

Minha alma recrearam.

10

20. Podia, acaso, associar-se

Contigo o trono de pecado

Que forja o erro e o mal,

Tendo como pretexto a lei?

21. Se unem contra a justa alma,

Sangue inocente a condenar.

11

22. Mas o SENHOR, alto retiro,

Meu Deus e rocha de refúgio

23. Sobre os ímpios fará cair,

Sua própria iniquidade;

Em sua malícia os matará,

Nosso Deus os destruirá.


==========

Salmo 95

1

1. Vinde ao Senhor e cantemos:

Rochedo, nosso Salvador!

Rejubilando, celebremos,

2. Vamos a ele com graças,

Com Salmos a comemorar

3. Pois o Senhor é o Deus Supremo!

2

É grande Rei sobre os deuses;

4. As profundezas tem nas mãos,

Eis que altos montes lhe pertencem;

5. Criou o mar, este é dele

Porque o Senhor, supremo Deus,

Fez com as mãos os continentes!

3

6. Prostrados, vinde, adoremos

De joelhos diante do Senhor

7. Que nos criou e é Deus nosso!

Da Sua mão somos pasto,

Ovelhas, povo do Senhor.

É nosso Deus e nós, Seu povo!

4

Se a voz de Deus hoje ouvirdes

8. Não torneis duro o coração

Como fizestes no deserto,

Em Meribá, sim, em Massá.

9. Lá me tentaram, vossos pais,

Inda que vendo minhas obras.

5

10. Durante quarenta anos

Tal geração me desgostou.

Povo de coração rebelde

Que meus caminhos não sabe.

11. Jurei na minha ira, pois:

"Não entrarão no meu descanso".


==========

Salmo 96

1

1. Louvai JAVÉ com novo canto;
Ó terras, vinde a DEUS, louvando!
2. Sim! Ao SENHOR vinde em canção,
Louvar seu nome e salvação,
Dia após dia proclamando.

2

3. Anunciai que é glorioso,
Entre as nações, maravilhoso.
4. Grande e tremendo é o SENHOR,
Eis que é mui digno de louvor,
Temível mais que os deuses todos.

3

5. Pois todos deuses dos gentios
São falsos ídolos, vazios.
Os céus, porém, fez o SENHOR;
6. Ante ele estão glória e fulgor,
Força e beleza no seu templo.

4

7. Dai ao SENHOR, nações diversas;
Dai ao SENHOR força e grandezas.
8. Ó tributai glória e louvor
Devida ao nome do SENHOR,
Entrai nos átrios com ofertas.

5

9. Vinde ao SENHOR render tributo,
Louvai na bela formosura,
Na santidade, onde ele está.
Eis! Vinde o reverenciar
Diante dele, todo o mundo!

6

10. Nações, dizei: “JAVÉ domina!”
O mundo fez com que se firme.
Os povos, julga, bem fiel.
11. Alegrem terra e os altos céus!
Que todo o mar louve em rugido!

7

12. Folguem o campo e a floresta,
Com suas árvores em festa,
13. Ante ao SENHOR, que vem julgar,
Ao mundo e às nações ditar
Sentença bem fiel e justa.


==========

Salmo 97

1

1. O SENHOR reina,

Regozije-se a terra,

As ilhas se alegrem;

2. Nuvens e escuridão

Estão ao seu redor.

Justiça e juízo

São base do seu trono.

3. O fogo dele

Queima os inimigos.

2

4. Os seus relâmpagos

Alumiam o mundo,

A terra tremeu;

5. Os montes se derretem

Como a cera

Perante o SENHOR,

Senhor de toda a terra;

6. Os céus anunciam

Sua justiça.

3

A sua glória

É vista pelos povos

Em toda a terra.

7. Que sejam confundidos

Os que se gloriam

Nos falsos deuses,

Que servem ídolos

E tantas imagens

E os adoram.

4

Que prostrem-se ao SENHOR;

Que diante da sua glória

Se rendam os deuses.

8. Sião se alegrou

E os filhos de Judá,

Se regozijaram,

Por causa da justiça

Que ouviram,

Ó SENHOR, em Sião.

5

9. És o Altíssimo,

SENHOR, em toda a terra

E muito elevado,

Mais que os deuses todos.

10. Vós, servos, que o amai,

Aborrecei o mal;

Ele guarda os seus santos,

Livra-lhes a alma

De seus inimigos.

6

11. A luz semeia-se

A todo que é justo

E a alegria

Ao de coração reto.

12. Justos vos alegrai

No SENHOR, nosso DEUS

E dai louvores

Em memória

Da sua santidade.


==========

Salmo 98

1

1. A Deus cantai um novo canto

Pelos milagres que criou;

Por sua mão e braço santo

Vitória Ele alcançou.

2. A todo povo fez notória

A Sua grande salvação;

Manifestou Sua justiça

Perante os olhos das nações.

2

3. Lembrou-se da misericórdia

E da fidelidade

Pra com a casa de Israel;

A terra e todos os confins,

Todos puderam vislumbrar

A salvação de nosso Deus.

4. Com júbilo ao Senhor cantai,

Ó terra e todos os confins;

3

Louvai a Deus ó criaturas,

Todos cantai em Seu louvor!

5. À vossa voz juntem-se as harpas,

6. Soprai trombetas pra o Senhor;

Ao som alegre das buzinas

Regozijai-vos filhos Seus,

Louvai perante o Senhor

Aquele que é vosso Rei!

4

7. Ruja o mar e plenitude,

Terra e seus habitantes.

8. Montes e rios batam palmas,

Jubilai diante do Senhor,

9. Pois Ele vem julgar a terra;

O mundo inteiro vai julgar,

Sim, julgará mas com justiça

E com toda equidade.


==========

Salmo 99

1

1. Povos já tremei: O SENHOR é rei!
Eis, governa ali Sobre os querubins.
Terra em convulsão,
pois, grande em Sião,
2. JAVÉ poderoso reina sobre os povos.

2

3. Venham celebrar, teu nome adorar:
“Santo e de valor,
digno de temor!”
4. Rei forte em poder,
és fiel à lei!
Em Jacó tu fazes
a justa equidade.

3

5. Exaltai JAVÉ, prostrai aos seus pés;
Ele é Santo Deus! Eis que os servos seus:
6. Arão e Moisés também Samuel,
Seu nome invocavam,
JAVÉ atentava.

4

7. Das nuvens do ar, formando um pilar,
Deus lhes revelou,
quando ali falou,
Seu pacto da lei,
mandamentos deu.
Eles responderam, Sim! Obedeceram!

5

8. Respondeste, ó DEUS, a tais servos teus;
Foste perdoador, Justo vingador.
9.
JAVÉ exaltai! A Deus vos curvai
No seu monte santo,
pois JAVÉ é santo.


==========

Salmo 100

1

1. Celebrai com gozo ao SENHOR

A terra e os moradores seus;

2. Servi-o com alegria,

Com canto vos apresentai.

2

3. Ó sabei que o SENHOR é DEUS;

Foi ele e não nós, que nos fez

Povo seu e rebanho,

Ovelhas do seu pasto.

3

4. Vai por suas portas com louvor,

Com hinos nos seus átrios;

Louvai, bendizei seu nome

Pois ele é digno de louvor.

4

5. Porque eis que o SENHOR é bom,

Eterna a sua compaixão

E a sua fidelidade

De geração em geração.


==========


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